Saturday, April 11, 2009

E SÒ FALTAVA UM POUCO DE MÚSICA…

 

  Crónica Nº.104  11-Março-2009
  CT1DT@SAPO.PT   e   http://engenhocando2.blogspot.com

 

                          E   FALTAVA  UM  POUCO  DE  MÙSICA…

 

           

            Naquele dia em que a gerência da empresa onde eu trabalhava há muitos anos, a Rádio Free Europe, desejou oferecer um almoço à entidade máxima que estava a visitar Portugal, foram convidados todos os chefes de Serviço e suas esposas.

  Como eu estava nessa altura, a chefiar a técnica do Centro de Recepção, também fui convidado e lá fomos todos para uma grande sala em Lisboa, onde haviam colocado uma data de meses em linha, e às tantas, lá começou o grande almoço e muita conversa entre toda a gente.

  Aquilo até estava interessante, mas como eram vários pratos, nunca mais acabava e às tantas, com toda a gente satisfeita, comecei a ver um certo enjoo e até alguns bocejos mal disfarçados, tanto dos homens como das mulheres…

  É certo que a chefia continuava de amena conversa, mas como era muita gente, a maioria de nós,, não ouvia nada do que eles estavam a falar, nem nos podíamos levantar da mesa… Tínhamos mesmo de aguentar…até a chefia dar por fim aquele imenso almoço e começarem as despedidas…

  A um lado da enorme sala, havia um estrado onde se encontrava um belo piano, e uma bateria, mas o silêncio era tal, que mais nos parecia um dia de velório…

  Aquilo estava mesmo chato de aturar !

  Aí lembrei-me que talvez não fosse uma grande asneira, ir tocar em surdina, umas músicas românticas e muito baixinho, e lá me aventurei e fui.

   Naquela altura, eu sabia de cor, tocar uma data de músicas românticas, de ouvido, em especial brasileiras, como algumas da Maysa Matarazo, como aquele “Hoje eu quero a rosa mais linda que houver…”, ou “Ninguém me ama..:”, ou “Meu mundo caiu “, ou “Besame Mucho”, “Eu não existo sem você”,  etc. e carregando no pedal da surdina, além de muito baixinho, comecei a tocar aquelas minhas músicas favoritas.

  Eram slows, valsas, tangos, foxes, mas mal comecei a tocar, vejo subir para aquele palco, um jovem que se sentou na bateria e começou a fazer-lhe “festas”, fazendo ritmo que me vinha ajudar e bem. Até parecia que eu sabia de música…

  Mal sabia aquela malta, que eu só tocada
em tom de Fá maior e menor… e até ouvia muitas senhoras a cantarolar baixinho aquelas músicas tão em voga naquela altura…

 

  As músicas entravam umas a seguir às outras, brincando com o teclado e arrancando dele os meus melhores sons. Aquilo era uma delícia !


 
Sentado ao piano, eu ficava de costas para a grande sala, mas às tantas, pareceu-me ouvir um sussurro nas minhas costas e quando olhei, fiquei pasmado, pois todos os casais da nossa mesa e de outras, se tinham levantado e estavam a dançar …

  Tendo ficado muito mais a-vontade, tirei o pé esquerdo da surdina e levantei mais o som, sendo seguido de imensas palmas, de que não estava nada à espera…


 
Aquele “fim de festa”, até parece que acabou em grande, com tanta alegria de todos aqueles casais já cansados de esperar pelo seu fim e tudo acabou em bem.
  Realmente, até parecia que toda a gente estava à espera de um pouco de música…

Posted by Engenhocando at 18:10:29
Comments

2 Responses to “E SÒ FALTAVA UM POUCO DE MÚSICA…”

  1. tibeu says:

    Boa amigo Mário, afinal na verdade o que faltava para animar era a música hehe.
    Esperoque a sua Páscoa tenha sido boa e com muita paz. Beijinho da amiga Isabel

  2. Anonymous says:

    Bom dia
    Encontrei um artigo que contem um relato seu do que foi a RARET e vim ao seu blog.
    Andava a pesquisar na internet pela palavra RARET, para matar saudades daquela bela empresa onde estudei ate fechar(10ºano), para matar saudades e relembrar que era ali que poderia um dia ser o meu local de trabalho.

    Estudei electronica, era apaixonado por essas coisas, adorei ter aulas com o mestre , poder frequentar o clube, comer na cantina dos funcionarios (eu sou filho de um ex-funcionario), os meus veroes eram passados na piscina,jogar futebol,sentir que por momentos nao parecia que estava em Portugal. Enfim o que é bom acaba…

    após o fecho da escola, andei perdido por outra escola que nao chegava aos “calcanhares” da RARET , desisti da electronica e deidquei me á electricidade industrial e estudei ate ao 12ºano com um curso desta area, sou empregado á 12 anos na Compal como tecnico de manutenção.

    cada vez que passo naquela area despida das antenas entregue aos bois e vacas que andam por la a passear fico triste muito triste mesmo ,pois podiam ter aproveitado aquelas instalações e fazer dali algo que servisse a população.

    que saudades!

    se ler este comentario e quiser responder envie um e-mail para : marinhais@hotmail.com

    Cumprimentos

    Nelson Adriano

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